Um olhar crítico sobre a baixada santísta e o mundo

19.9.05

Ilusões Populares


“ Lendo sobre a história das nações, percebemos que, como os indivíduos, elas têm seus caprichos e peculiaridades. Encontramos comunidades inteiras que fixam de repente suas mentes em um objeto e enlouquecem à sua procura; que milhões de pessoas, simultaniamente, são tomadas por uma ilusão e correm para ela, até que sua atenção seja atraída para alguma loucura mais cativante que a primeira.
Numa época antiga, nos anais da Europa, a população perdeu o juízo em relação ao sepulcro de Jesus e se reuniu em multidões frenéticas para procurar a Terra Santa; em outra época, enlouqueceu por medo ao demônio e ofereceu centenas de milhares de vítimas à ilusão da bruxaria. Em outro tempo, muitos se tornaram dementes a respeito da pedra filosofal e cometeram loucuras até não serem mais ouvidos em sua busca. Algumas ilusões, embora notórias, subsistiram durante eras, florescendo tão amplament entre nações civilizadas e polidas, como entre os antigos bárbaros com quem se originaram.
Traçar a história das mais proeminetes dessas ilusões é o objetivo dessas páginas.
Os homens, já se disse muito bem, pensam em bandos; e se verá que eles enlouquecem em bandos, ao passo que só recobram a lucidez lentamente e um a um”.

Charles Mackay, do prefácio à edição de 1852

Essa é a minha sugestão de leitura deste mês: O livro Ilusões Populares e a Loucura das Massas de Charles Mackay (Editota Ediouro) foi escrito há mais de 150 anos, mas continua atual. Tirando os capítulos menos interessantes (e até um pouco chatos) como Mania por Dinheiro – o esquema Mississípe, e A Mania por Tulipas encontramos capítulos realmente deliciosos (e trágicos) como por exemplo Os Alquimistas, Leitores da Sorte, A Mania por Bruxas, Relíquias entre outros.