Um olhar crítico sobre a baixada santísta e o mundo

27.3.06

Horror em Amityville



















Acabei de assistir, com um ano de atraso, ao filme "Horror em Amityville".

Em uma série de 0 a 5, eu dou 3 para esse filme.

Ele foi bem filmado, criou muito bem o clima de suspense...mas reproduziu muitas cenas já manjadas dos clássicos de terror. Como por exemplo:

1. Ter uma casa construída em cima de uma cemitério indígina como no filme Poltergeist, o Fenômeno de Steven Spielberg.

2. Ter um pai que depois de ouvir "vozes" sai para matar a família a machadadas como no filme O Iluminado de Stanley Kubrick (um dos maiores filmes de terror da história).

Entre outros....


Enfim, o filme é legal, mas não é original...:-)

O interessante é que esse filme (na verdade uma refilmagemda década de 1970) foi vendido como baseado em uma história real.

Em 1977 foi lançado o livro "The Amityville Horror: A True Story" de Jay Anson. A obra descrevia as assustadoras experiências paranormais que George Lutz e sua família teriam vivenciado numa casa mal assombrada na Avenida Ocean 112, em Amityville, Nova Iorque, EUA. O livro obteve estrondoso sucesso, foi traduzido em vários idiomas (inclusive em português) e foi tema de alguns filmes cinematográficos. O incidente teria atraido famosos parapsicólogos, sensitivos e caçadores de fantasmas, alguns dois quais confirmaram a presença de "energias malígnas" no local.


Segundo o autor, o livro descreve acontecimentos verídicos. Tudo teria começado em 13 de novembro de 1974 quando seis moradores da casa foram friamente assassinados enquanto dormiam. Ronald DeFeo Jr. de 23 anos, matou a tiros o pai Ronald DeFeo, a mãe Louise Brigante-DeFeo, os dois irm!ãos Marc e John e as duas irmãs Dawn Theresa e Allison Louise. O assassino, que cumpre pena, teria sido mentalmente impelido a cometer o crime por forças "sobrenaturais", provavelmente oriundas de "um velho cemitério indígena sobre o qual foi construído o imóvel".
Jay Anson escreveu que a família Lutz ficou apenas 28 dias na moradia porque não suportou mais a violência dos constantes fenômenos. Portas foram arrancadas, móveis se arrastavam, uma estranha substância verde escorria do teto, nuvens de insetos atacavam as crianças e vozes demoníacas soavam pelos cômodos. As forças do mal teriam até expulsado um padre que tentou exorcizá-las.
Mas pesquisadores céticos como Joe Nickel e Rick Moran estudaram cuidadosamente a história da casa e de todos seus moradores. Entrevistaram vizinhos e também o Padre Pecoraro, aquele que diziam ter sido expulso pelos "espíritos do mal". Todos que se aprofundaram no caso acabaram descobrindo que os horrores estavam apenas nas páginas de uma fantasia literária.
Entre as muitas contradições comprovadas:

• As portas nunca foram arrancadas dos seus lugares. Foi verificado que as antigas dobradiças, parafusos, fechaduras e maçanetas continuavam como eram antes do crime;
• A tribo de índios que teria criando o suposto cemitério nunca viveu na região de Amityville;
• O Padre Pecoraro disse que jamais viu nada de anormal na casa;
• Não existe nenhuma ocorrência policial associada ao período da residência da família Lutz, contrariando o que diz o livro e os filmes.

Por fim, DeFeo admitiu perante seu advogado, William Weber, que tudo foi uma divertida criação dele em conluio com a família Lutz com o propósito de ganhar dinheiro. Mas, ainda assim, muita gente continua a crer que o episódio realmente aconteceu conforme descreve o livro de ficção.

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